Bem Vindo !

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

esu - grupo ofa

Oxala grupo ofa odum orim

Novo

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Novas amizades nova pagina acesse !

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Esclarecedor !

21/07/2010
A melhor lição de Avatar
Em defesa das religiões brasileiras de matriz africana
O mundo representado em Avatar – filme de James Cameron – não está tão além de nossa imaginação como alguns afirmam. Existem povos e pessoas que mantêm, com a natureza, relação semelhante à do povo Na’vi (os humanóides habitantes do planeta Pandora). Os indígenas e os adeptos do candomblé são alguns desses povos e pessoas. Por ignorância ou falta de repertório cultural, a grande maioria dos milhões de brasileiros que têm ido ao cinema assistirem ao filme não consegue fazer tal comparação. Por isso mesmo, é importante que ela seja feita aqui e agora e que seja explorada ao máximo por professores dos ensinos fundamental e médio, sobretudo neste momento delicado em que terreiros de candomblé de Salvador vêm sendo atacados por criminosos e/ou “demonizados” por cristãos fundamentalistas e por uma mídia igualmente ignorante (aliás, em Avatar, o povo Na’vi é também atacado e vítima de preconceitos e tem seu “terreiro” destruído por armas e ferramentas).
Para os adeptos do candomblé, a natureza é viva e, dela, fazemos parte; a ela, estamos conectados profundamente. Identificar os orixás (ou inquices ou voduns ou, como quer o sincretismo religioso, santos) de uma pessoa é reconhecer as forças da natureza às quais ela está conectada; os elementos da natureza e da vida cotidiana que constituem seu axé, a força sagrada da vida.
Exu são os caminhos e o movimento, o sangue e sêmen; Iemanjá são os mares, calmos ou bravios; Iansã são os ventos fortes e os raios, mas, também a brisa leve; Ogum é a guerra e é a paz; Omolu é a doença e a cura; Oxum é a água doce e a fertilidade; Oxóssi são as matas; e por aí vai…
Desespero semelhante ao do povo Na’vi diante da derrubada grande árvore pode ser visto em terreiros cuja gameleira de fundação morre ou tomba. A ialorixá ou babalorixá e seus filhos choram a morte da árvore que representa o tempo, o tempo do próprio terreiro. A cena em que uma na’vi ensina o avatar a sacrificar o animal que servirá de alimento de forma “limpa”, quase indolor, representa bem a maneira como animais são sacrificados em rituais do candomblé. Ao contrário do que os ignorantes e preconceituosos propagam, não há crueldade em nenhum dos sacrifícios rituais do candomblé realizados com animais. A razão do ritual é alimentar a família do terreiro, inclusive os pais e as mães ancestrais que estão na origem de tudo, os orixás. E o povo de terreiro, assim como o Na’vi, sabe agradecer à natureza pelo alimento que lhe matem vivo; ao contrário daqueles hipócritas que, embora condenem o candomblé pelo sacrifício ritual, consomem diariamente quilos de carne animal sem se perguntar sobre os métodos utilizados para o abate de bois, carneiros, bodes, aves e peixes; certamente não deve haver qualquer cuidado.
E já que o assunto é sacrifício ritual, que fique claro de uma vez por todas que nunca houve e não há em nenhuma das chamadas “religiões de matriz africana” ritual envolvendo sacrifício de vida humana, seja qual for sua faixa etária. Portanto, a imprensa tem a obrigação de não associar o estarrecedor episódio das agulhas enfiadas no menino ao candomblé ou a qualquer outra religião de matriz africana. Os rituais do candomblé não têm nada a ver com aquele crime ou com qualquer outro! Os rituais são apenas meio de reverenciar a natureza e de solicitar sua ajuda, assim como o é aquele ritual Na’vi para devolver a vida à pesquisadora interpretada por Sigourney Weaver. O candomblé não sacrifica vida humana, principalmente a vida de um erê. E ainda que a acusada de enfiar as agulhas na criança afirme ser “mãe-de-santo”, não se pode condenar o candomblé como um todo, pois, quando um médico ou um pastor ou um padre comete crimes a imprensa não condena toda medicina nem todo cristianismo.

Os modos de vida do povo Na’vi não são, portanto, frutos da imaginação criativa de James Cameron. O diretor certamente se inspirou em tratados antropológicos sobre povos que têm a natureza como algo sagrado; como uma “Grande mãe”; e, entre esses povos, estão os nossos indígenas e o povo de terreiro. Assim, aos que poluem, desmatam, profanam terreiros ou demonizam os orixás, eu deixo a melhor lição de Avatar: o que natureza deseja sempre é manter seu equilíbrio, mesmo que, para tanto, ceife algumas vidas; a gente fala, mas, a última palavra é dela!

* Jean Wyllys (candidato a deputado pelo estado do rio de jneiro )

Boa Tarde !

Olá meus amigos , desculpas pela ausência
esse final de semana foi corrido , tivemos algumas obrigações no ilê Obá Ifé
por esse motivo  ficamos dois dias sem escrever , o que me deixa triste pois adoro com partilhar impressões com vocês !
na verdade ando triste pelo fato ocorrido aqui no Ilê na quarta feira passada recebemos a visita da Delegada de crimes contra os animais  Drª Rosana aqui de Campinas  ,por conta de uma denuncia anónima segundo a mesma de que em nossa casa praticávamos maus tratos contra animais !
todos que conhecem nosso asé sabem que isso não é verdade ,os sacrifícios feitos aos Orisás não permitem que os animais ofertados sejam de maneira nenhuma torturados ,maltratados ou coisas do género , acredito
essa denuncia ser obra da intolerância Religiosa de pseudos cristãos que tenho como vizinhos !
que chegaram ao absurdo de dizer na denuncia que sacrificávamos animais domésticos aqui !
tais como cachorros e gatos !
Deus Olodumaré sabe que isso é mentira , e sabendo que tenho a consciência tranquila deixo aqui esse desabafo  , estou contente por ter o apoio dos amigos ,filhos e de todos os que sabem que
Candomblé é Amor a Natureza ,  Respeito pelo ser Humano ,  e  Dignidade !

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O Texto a seguir foi retirado do blog Denise e o Mundo !

Como em toda sexta-feira  vou deixar aqui uma informação sobre o Orisá mais Venerável do Candomblé
o texto foi extraído de um blog muito rico em informações sobre espiritualidade em geral !
espero que aproveitem bem !
muito Asé para todos !

Motumbá Babámi


Oxalá é a criação, o começo do mundo, o princípio de tudo.
O criador dos orixás, dos seres humanos, da natureza. Foi ele quem permitiu a todos os orixás escolherem seus domínios e seus filhos quando estes nascem.
Oxalá, o mais importante e elevado dos deuses iorubanos. Representa o céu, o princípio de tudo, e foi encarregado de criar o mundo.
De sua união com Iemanjá resultou o nascimento da maioria dos orixás. É o pai da brancura, da paz, da união, da fraternidade entre os povos da terra e do universo. É considerado o fim pacífico de todos os seres.
Oxalá é orixá que vai determinar o fim da vida, o fim com a certeza do dever cumprido.
Nas rodas de Candomblé, Exu inicia e Oxalá termina os Xirês.
Faz parte dos orixás denominados funfun, ( brancos).
Não gosta nem de sangue, nem de dendê.
Oxalá é alheio a toda violência, disputas, brigas, gosta de ordem, da limpeza, da pureza.
É o orixá mais velho.
As principais características deste Orixá são : calma, respeitabilidade, força de vontade, confiabilidade, nada os faz mudar de opinião ou estratégia, no entanto, aceitam as conseqüências de suas decisões
Seus filhos devem vestir branco às sextas feiras.
Sua maior festa é uma cerimônia chamada "Águas de Oxalá" que diz respeito a sua lenda dos sete anos de encarceramento, culminando com a cerimônia do "Pilão de Oxaguian".

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Setembro Mês de Erê !





                                                                     VUNGI OU IBEJI



Vamos agora entrar numa grande brincadeira, mas falando seriamente! Vungi – na nação Angola e Congo; ou Ibeji – na Nação Ketu; é o Orixá Erê, ou seja, o Orixá criança. É a divindade da brincadeira, da alegria; sua regência está ligada à infância.

Discute-se, ainda hoje, sobre os fundamentos deste Orixá. Dizem que estão perdidos, pois trata-se de uma divindade raríssima e até mesmo pouco conhecida no Brasil. São gêmeos, duplos e têm o sincretismo de Cosme e Damião; e Crispim e Crispiniano, tão cultuado em terras brasileira.

Vungi está presente em todos os rituais do candomblé pois, assim com Exu, se não for bem cuidado, pode atrapalhar os trabalhos, com suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo.

Vungi (ou Ibeji) é o Orixá da brincadeira infantil. Rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. Sua determinação é tomar conta do bebê até a adolescência, independentemente do Orixá que a criança carrega.

Vungi é a brincadeira de roda, é o pique-esconde, a travessura, é a imitação de adulto, pela criança. É também o moleque levado, teimoso, manhoso, malcriado, mimado, chorão. É a travessura cósmica. Está presente entre nós, no espírito ativo de uma criança e até mesmo no adulto. Está também nos centros dos pássaros, nas evoluções de um bando de aves.

Vungi e alegria, a felicidade, o contentamento, a formosura, o encantamento. É o olho brilhante da criança, o sorriso infantil, o jeito meigo e travesso. É o choro do bebê. É também a brincadeira sadia dos adolescentes.

Companheiro inseparável de logun-edé e Ewá, formam um trio de muita bagunça, de alegria, felicidade e, principalmente, beleza.

Qualquer tipo de brincadeira infantil tem a regência de Vungi, que será sempre a essência infantil, o jeito que Olorun criou, especialmente para a criança.

Vungi então é o começo, é o engatinhar, é o primeiro passinho. Rege a beleza da vida e está presente nas flores, principalmente, proporcionando o perfume e encanto.

Vungi é tudo isto e muito mais daquilo que conhecemos como criança. Cada um de nós teve Vungi bem próximo pois, um dia, fomos crianças. E podemos dizer que, cada vez que avistamos uma flor, sentimento o seu perfume, estamos em contato com Vungi. Cada vez que vemos uma criança dormindo, brincando, cantando, estamos em contanto com Vungi. Cada vez que nos pegamos cantando e vivendo alegremente, estamos em contato direto com Vungi. Cada vez que reparamos que estamos vivos, felizes e dispostos a transmitir esta alegria, somos Vungi!

Poderia falar da Mitologia de Vungi, mas creio não será necessário, pois seria e repetição de episódios que nós, seres humanos, vivemos quando crianças.

Se você quer realmente conhecer lendas sobre Vungi, feche os olhos, lembre-se de sua infância, procure lembrar-se de uma felicidade, de uma travessura, e você estará vivendo (ou revivendo) uma lenda destes Orixás, pois tudo aquilo que de bom nos aconteceu quando em nossa vida infantil foi gerado, regido e administrado por Vungi. Portanto, ele já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.

A lenda, a historia de Vungi, acontece a cada momento feliz de uma criança. Ao menos para manter viva este tão importante Orixá, procure dar felicidade e uma criança. Faça você mesmo (ainda que leigo no Culto) o encantamento de Vungi. É fácil: faça gerar dentro de si a felicidade por estar vivendo. Transmita essa felicidade, contagie o seu próximo com ela. Encante Vungi, com a magia do sorriso, com amor de uma criança.

E seja Vungi, feliz!



Lenda

Abaixo colocarei uma lenda sobre Ibejis:

Oiá andava pelo mundo disfarçada de novilha.

Um dia Oxossi a viu sem a pele e se apaixonou

Casou-se com Oiá e escondeu a pele da novilha, para ela não fugir dele.

Oiá teve dezesseis filhos com Oxossi.

Oxum, que era a primeira esposa de Oxossi e que não tinha filhos, foi quem criou todos os filhos de Oiá.

O primeiro a nascer chamou-se Togum.

Depois nasceram os gêmeos, os Ibejis, e depois deles, Idoú.

Nasceu depois uma menina Alabá, seguida do menino Odobé.

E depois os demais filhos de Oiá e Oxossi.

Os meninos pareciam-se com o pai, as meninas, com a mãe.

Oiá tinha os filhos que Oxum criava e assim viviam na casa de Oxossi.

Um dia as duas mães se desentenderam.

Oxum mostrou a Oiá onde estava sua pele.

Oiá recuperou a pele de novilha, reassumiu sua forma animal e fugiu.



Lenda retirada do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi.































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O candomblé é uma religião que teve origem na cidade de Ifé, na África, e foi trazida para o Brasil pelos negros iorubas. Seus deuses são os Orixás, dos quais somente 16 são cultuados no nosso país: Essú, Ògun, Osossì, Osanyin, Obalúaye, Òsúmàré, Nàná Buruku, Sàngó, Oya, Oba, Ewa, Osun, Yemanjá, Logun Ede, Oságuian e Osàlufan.

O pai ou a mãe de santo é a autoridade máxima dentro do candomblé. Eles são escolhidos pelos próprios Orixás para que os cultuem na terra. Os orixás os induzem a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente levadas à religião, até que assumam o cargo para o qual estão destinadas. Uma pessoa não pode optar se quer ou não ser um Pai ou Mãe de Santo se não acontecer durante sua vida fatos que a levem a isto. São pessoas que de alguma forma são iluminadas pelos Orixás para que cumpram seu destino.

Os Pais de Santo, normalmente, são donos de uma roça, ou seja, um lugar onde estão plantados todos os axés e no qual os Orixás são cultuados. Dentro da roça existe o barracão (assim denominado por causa dos negros que antigamente moravam em barracões), que é o lugar em que são feitos os grandes assentamentos (oferendas) para os deuses.

Hierarquicamente, existe, ainda, na roça um pai pequeno ou mãe pequena, que é o braço direito do Pai de Santo e é normalmente um filho ou filha da casa. Depois vem as Ekedes, são mulheres também escolhidas pelos Orixás para cuidar deles e ajudá-los. Embora seja considerada autoridade dentro da roça, não podem ser Yalorixás, visto que sua função já foi determinada e não há como mudar. A seguir vem os Ogans, que tocam o atabaques e ajudam o Babalorixá nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto é, de todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que está encarregada de pintas os Yaôs (iniciantes que estão recolhidos para fazerem o Orixá); e finalmente os filhos de Santos, que são as pessoas que “rasparam o Santo”, ou melhor, rasparam a cabeça para um Santo a pedido deste.

Às vezes o Santo, ou Orixá, incorpora em determinadas pessoas, mas não necessidade que haja esta “incorporação” para que uma pessoa raspe o Santo. Se a pessoa deve ou não raspar o Santo só pode ser sabido com certeza através do jogo de búzios do Pai ou Mãe de Santo que, diga-se de passagem, são os únicos que podem jogar búzios.

O candomblé é uma religião com uma vasta cultura e rica em preceitos. São pouquíssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo.È necessária muita dedicação e anos de estudo para se chegar a um conhecimento profundo da religião. Seus preceitos são todos fundamentados e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benefícios. Existe muita energia positiva no candomblé, e o seu culto pode trazer muita paz e felicidade.

Origem do Candomblé: Ifé

A antiga cidade de Ifé, ao sudoeste da atual Nigéria, deslumbrava desde o começo do século como capital religiosa e artística do território que cobria uma parte central da atual República do Daomé. É a fonte mística do poder e da legitimidade, o berço da consagração espiritual, e para onde voltaram os restos mortais e as insígnias de todos os reis iorubas.

A civilização de Ifé, ainda hoje, é pouco conhecida e apresenta uma criação artística variada do realismo, enquanto que a maioria da arte africana é abstrata. O material empregado na arte de Ifé espanta e abisma qualquer historiador, incluindo os próprios africanistas. Ao lado das esculturas em pedra e terracota(argila modelada e cozida ao fogo) tradicionais na África, estão as esculturas em bronze e artefatos em perola.

Uma das artes mais conhecidas é a de Lajuwa, que segundo o povo de Ifé permaneceu no palácio real, mostrando os vestígios em terracota, antes de ter sido redescoberta. Lajuwa foi o camareiro de Oni (soberano do reino de Ifé ou Aquele que Possui). A atribuição dessa terracota a Lajuwa não é estabelecida de maneira segura, entretanto a escultura foi preservada e conservou uma superfície lisa, ainda que o nariz tenha sido quebrado.

A maior parte das descobertas das obras foi feita nos BOSQUETES SAGRADOS: vastas extensões de terras situadas no coração da savana. Cada uma destas descobertas é consagrada a esta ou aquela divindade, entre elas:


- BOSQUETE SAGRADO DE OLOKUM: cobre uma superfície de 250 Há. Ao norte da saída da cidade de Ifé. É dedicado a OLOKUM, divindade do mar e da riqueza.


- BOSQUETE SAGRADO D’IWINRIN: encerra numeroso tesouro artístico, testemunhado, na maior parte, uma arte extremamente realista e refinada. Uma delas é de um personagem com 1,60 m de altura, sentado num banco redondo, esculpido em quartzo e provido com um braço curvado para dentro em forma de anel. Apóia o braço em um tamborete retângulo com quatro pés, sendo ladeado por dois outros de igual tamanho natural, um dos quais tem na mão a extremidade de uma vestimenta cortada.
Supõe-se que o artista tenha manuseado a argila crua em separação. Depois de concluído foi seca ao sol e cozida numa imensa fogueira ao ar livre, obtendo uma terracota de cor uniforme.


- BOSQUTE SAGRADO OSONGONGO: os arqueólogos descobriram uma variedade de esculturas de argila cozida e a maior parte de uma mesa micácea. Entre elas está a cabeça da própria OSONGOGON, porém menos refinada do que a de LAJUWA.
Ao lado desta escultura, há numerosas outras representando personagens com deformações físicas, uma delas com elefantíase nos testículos (doença ligada intimamente ao espírito dos negros e à impotência sexual), objeto de tratamento com rituais especiais. Nos funerais, a liturgia era feita por um sacerdote da antiga sociedade ORO, tida aos “ocidentalizados” como forma monstruosa.
O principal achado e o vaso do ritual destes funerais, decorado em relevo. Revela certos ritos e insígnias religiosas de Ifé. Vêem-se com os efeitos: Edans (bastões de bronze, utilizados pelos membros da Sociedade OGBONIS na cerimônia secreta), um bastão de ritual com uma espécie de espiral saliente em ambos os lados, um tambor, um objeto com dois crânios na base, um machado e dois personagens sem cabeças.


- BOSQUESTE SAGRADOS DE ORE: possue abundantes esculturas de homens e animais. O grupo principal é constituído de duas estátuas humanas, a maior é chamada IDENA, o porteiro.
IDENA usa um colar de perolas (contas), diferente dos demais usados em estátuas de terracota. Na cintura ostenta um laço e tem as mãos entrelaçadas. A cabeleira não é esculpida, mas representada por pregos de ferro fincados, como acontece na arte de Ifé.
-BOSQUETE SAGRADO DE ORODI: encontra-se nele uma estátua de pedra com a cabeça e o corpo enfeitado com pregos, similares aos que ornam Idena. Tem na mão direita uma espada e na esquerda um abano. Está situada em Enshure, província do Ado Ekiti.

Criação do Reino de Ifé

O grande Deus Olodumaré enviou Osalufã (orixá) para que criasse o mundo. A ele foi confiado um saco de areia, uma galinha com 5 dedos e um cmaleão. A areia deveria ser jogada no oceano e a galinha posta em cima para que ciscasse e fizesse aparecer a terra. Por ultimo, colocaria o camaleão para saber se estava firme.

Osalufã foi avisado para fazer uma oferenda ao Orixá Essú antes de sair para cumprir sua missão. Por ser um Orixá Funfun, Oxalufã se achava acima de todos e sendo assim, negligenciou a oferenda. Essú descontente , resolveu vingar-se de Osalufã, fazendo-o sentir muita sede. Não tendo alternativa Osalufã furou com seu Apaasoro o tronco de uma palmeira. Um líquido refrescante dela escorreu, era o vinho de palma. Ele saciou sua sede, embriagou-se e acabou dormindo.

Olodumaré, vendo que Osalufã, não cumpriu sua tarefa, enviou Odùdùwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar que Osalufã estava embriagado, Odùdùwa recebeu o direito de vir e criar o mundo. Após Odùdùwa cumprir sua tarefa, os outros deuses vêm se reunir a ele, descendo dos céus graças a uma corrente que ainda se podia ver, segundo a tradição, no BOSQUE DE OLOSE, até há alguns anos.

Apesar do erro cometido, uma nov chance foi dada a Osalufã: a honra de criar os homens. Entretanto, incorrigíveis, embriagou-se novamente e começou a fabricar anões, corcundas, albinos e toda espécie de monstros.

Odùdùwa interveio novamente, anulou os monstros gerados Osalufã e criou os homens bonitos, sãos e vigorosos, que foram insuflados com vida por Olodumaré.

Esta situação provocou uma guerra entre Odùdùwa e Osalufã. O ultimo foi derrotado e então Odùdùwa tornou-se o primeiro ONI (rei) de Ifé. Distribuiu seus filhos e os enviou para criar novos e vários reinos fora de Ifé.

Mais tarde os Orixás retornaram a Orum, deixando na terra seus conhecimentos e como deveriam ser cultuados seus toques, comidas e costumes, para que fossem cultuados pelos seus descendentes. Então o ser humano começou a fazer pedido aos Orixás e para que cada pedido fosse atendido eles ofereciam comida em troca.

Ao contrario do que se pensa, nem todos os pedidos são atendidos, embora os Orixás sempre aceitem as oferendas. Quando um orixá recebe um pedido, ele o leva a Olodumaré e este decide se o pedido vai ou não ser atendido. Este julgamento vai ser baseado no merecimento da pessoa que faz o pedido.

O povo continua fazendo oferendas aos Orixás até hoje, pois os Orixás procuram sempre fazer o melhor para as pessoas.

O círculo dos deuses é constituído segundo o número 16, número sagrado no candomblé. Ele se encontra em toda parte: no numero de búzios, no númerode chamas da lâmpada dos sacrifícios, na numeração dos membros físicos e psíquicos, quer dizer, das forças e das partes que possui o homem na organização hierárquica.

Texto retirado da Revista Orixás o Segredo da Vida.;nº 1 -

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Bem Vindos Ao MIlagres do Orisá

Esse Absurdo Acontece Também Aqui no Brasil !

Vocês acham realmente que Jesus seria Cúmplice ou autor de uma violência dessas ?
claro que não; pois nessa violência, não vejo nada das máximas do Cristo !
Amor  ao próximo isso é amor ?
veja no vídeo a seguir e responda, isso é ser cristão ?

Crianças Bruxas: Acusadas em Nome de Jesus - legendado

Comida dos Deuses !

O Acarajé, comida ritual (Adimu ou Ajeun) da orixá Iansã. Na África, é chamado de àkàrà que significa bola de fogo, enquanto je possui o significado de comer. No Brasil foram reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer bola de fogo”. Devido ao modo de preparo, o prato recebeu esse nome.
O acarajé, o principal atrativo no tabuleiro, é um bolinho característico do candomblé. Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas,Oxum e Iansã. O bolinho se tornou, assim, uma oferenda a esses orixás. Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo.
O acarajé é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal.
O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa está no ponto, fica com a aparência de espuma. Para fritar, use uma panela funda com bastante azeite-de-dendê ou azeite doce.
Acaraje Normalmente usam-se duas colheres para fritar, uma colher para pegar a massa e uma colher de pau para moldar os bolinhos. O azeite deve estar bem quente antes de colocar o primeiro acarajé para fritar.
Esse primeiro acarajé sempre é oferecido a Exu pela primazia que tem no candomblé. Os seguintes são fritos normalmente e ofertados aos orixás para os quais estão sendo feitos.
O acará Oferecido ao orixá Iansã diante do seu Igba orixá é feito num tamanho de um prato de sobremesa na forma arredondada e ornado com nove ou sete camarões defumados, confirmando sua ligação com os odu odi e ossá no jogo do merindilogun, cercado de nove pequenos acarás, simbolizando "mensan orum" nove Planetas. (Orum-Aye, José Benistes).
O acará de xango tem uma forma Ovalar imitando o cágado que é seu animal preferido e cercado com seis ou doze pequenos acarás de igual formato, confirmando sua ligação com os odu Obará e êjilaxeborá.
Veja agora um video do Axé do Acarajé documenta o registro do ofício das baianas de acarajé como bem cultural imaterial do Brasil. O vídeo, dirigido por Pola Ribeiro, foi uma encomenda da Fundação Palmares.
Fonte: wikipedia

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mandamentos de Ifá

Mandamentos de Ifá No Odu Ìká-Òfún

Dialeto Yoruba Original

Ení da ilè á bá ilè lo
A d’ífá fún àgbààgbà mérìndínlógún
Wón nrelé Ifè wón nlo rèé toró ógbó
Àwon lè gbó àwon lè to bi Olódùmarè tí rán won ni wón dá Ifá sí
Wón ní wón a gbó, won a tó sùgbón kí wón pa ìkìlò mó
Ifá ní:
1) wón ní kí wón ma fi èsúrú pe èsúrú
2) wón ní kí wón ma fi èsúrú pe èsúrú
3) wón ní kí wón ma fi odíde pe òòdè
4) wón ní kí wón ma fi ewé Ìrókò pe ewé Oriro
5) wón ní kí wón ma fi àimòwè bá won dé odò
6) wón ní kí wón ma fi àìlókó bá won ké háin-háin
7) wón ní kí wón ma gba onà èbùrú wo’lé Àkàlà
8) wón ní kí wón ma fi ìkóóde nu ìdí
9) wón ní kí wón ma su sí epo
10) wón ní kí wón ma tò sí àfò
11) wón ní kí wón ma gba òpá l’ówó afójú
12) wón ní kí wón ma gba òpá l’ówó ògbó
13) wón ní kí wón ma gba obìnrin ògbóni
14) wón ní kí wón ma gba obìnrin òré
15) wón ní kí wón ma s’òrò ìmùlè l’éhìn
16) wón ní kí wón ma sàn-án ìbàntè awo
Wón dé’lé ayé tán ohun tí wón ní kí wón má se wón nse
Wón wá bèrè síí kú
Wón fí igbe ta, wón ní Òrúnmìlà npa wón
Òrúnmìlà ní òun kó l’óún npa wón
Òrúnmìlà ní àìpa ìkìlò mó o won ló npa wón
Àgbà re d’owó re.

FONÉTICA

Éni da ilé a ba ilé ló
Adifá fun abaaba mérindilôgum
Uón unrêlê ifé Uón umló rêe tôro ôbô
Auón lê bô auón lê tó bi ôlôdumare ti ran Uón ni Uón da ifá si
Uón ni Uón a bô, Uón a tó xubóm qui Uón pa iquiló mó Ifá ni
Uón ni Qui uón ma fi êssurú puê êssurú
Uón ni Qui uón ma fi êssurú puê êssurú
Uón ni qui Uón ma fi ôdidé puê ôôdé
Uón ni qui Uón ma fi êuê irôcô pue êuê ôrirô
Uón ni qui Uón ma fi aimauê ba Uón dê ôdô
Uón ni qui Uón ma fi ailócó ba Uón quê rraim rraim
Uón ni qui Uón ma ba óna êburu uólê acala
Uón ni qui Uón ma fi icôodê nu idí
Uón ni qui Uón ma xu si êpô
Uón ni qui Uón ma tó si afô
Uón ni qui Uón ma ba ópá lóuó afódjú
Uón ni qui Uón ma ba ópá lóuó ôbuô
Uón ni qui Uón ma ba ôbinrin ôbôní
Uón ni qui Uón ma ba ôbinrin óré
Uón ni qui Uón ma sóró imulé léiim
Uón ni qui Uón ma sam am ibanté auô
Uón dêlê aiê tam orrum ti Uón ni qui Uón ma xê Uón umxê
Uón uá béré sii cú
Uón fi ibuê ta Uón ni órummilá umpa Uón
Órummilá ni ôum có lôum umpá Uón
Órummilá ni aipa iquiló mó ó Uón lô umpa Uón
abá ré dóuó ré

Tradução para o Português com o Conceito dos Mandamentos de Ifá no Odu Ìká-Òfún

Muitos andam pela vida sem rumo e acaba indo buscar os conselhos de Ifá. Este era o
Ifá a promessa feita por Olódùmarè (Deus), que
dava a eles uma vida longa.
Assim Ifá advertiu:
1 - não digam o que não sabem (èsúrú pode ser tanto uma conta sagrada como um nome de uma pessoa);
2 - não façam ritos que não saibam fazer (novamente avisa não troquem a conta sagrada pelo nome);
3 - não enganem as pessoas (trocando a pena de papagaio por morcego);
4 - não conduzam as pessoas a uma vida falsa (mostrando a folha de ìrókò e dizendo que é folha de
oriro);
5 - não queiram ser uma coisa que vocês não são (não queiram nadar se vocês não conhecem o rio);
6 - não sejam orgulhosos e egocêntricos;
7 - não busquem o conselho de Ifá com más intenções ou falsidade (Àkàlà é um título usado para
Òrúnmìlà);
8 - não rompam (não mudem) ou revelem os ritos sagrados, fazendo mal uso deles;
8 - não sujem os objetos sagrados com as impurezas dos Homens; busquem nos ritos sagrados
somente coisas boas;
10- os templos devem ser lugares puros, onde a sujeira do caráter humano deve ser lavada;
11- não desrespeitem ou inferiorizem os que têm maior dificuldade de assimilar conhecimentos ou
deficiências no caráter, ajude-os a mudar;
12- não desrespeitem os mais velhos, a sabedoria está com eles, a vida os fez aprender;
13- não desrespeitem as linhas de condutas morais;
14- nunca traiam a confiança de seu semelhante;
15- nunca revelem segredos que lhe são confiados; falar pouco e somente o necessário demonstra
sabedoria;
16- respeitem os que possuem cargos de responsabilidade maior; o Babaláwo é um Pai, portanto, é
devido grande respeito aos Pais.
Mas os ancestrais não cumprem as determinações de Deus, trazidas e mostradas por
Òrúnmìlà. Deus usa os Òrìsà para advertir o Homem, mas não obtém sucesso. O Homem
não ouve os conselhos.
Mesmo assim, em erro, o Homem ainda acusa a Òrúnmìla. Mais uma vez não reconhecendo
seus próprios erros. O Homem tem esse hábito, o de culpar os outros pelas suas maneiras
erradas.
Diante de tais atitudes, Deus fica desobrigado de cumprir Sua palavra com o Homem,
permitindo então que o Homem morra idoso e venha a renascer jovem, para que uma nova caminhada
de aprendizados se inicie, em outra vida, em outro lugar, e quem sabe assim, nessa nova etapa, o
Homem aprenda os mandamentos de Ifá pondo fim a esse ciclo sofrido.
Assim se repetirão esses ciclos, até que o Homem aprenda a mudar, tornando-se um
Egúngún Àgbà (Ansestral )