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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Esclarecedor !
21/07/2010
A melhor lição de Avatar
Em defesa das religiões brasileiras de matriz africana
O mundo representado em Avatar – filme de James Cameron – não está tão além de nossa imaginação como alguns afirmam. Existem povos e pessoas que mantêm, com a natureza, relação semelhante à do povo Na’vi (os humanóides habitantes do planeta Pandora). Os indígenas e os adeptos do candomblé são alguns desses povos e pessoas. Por ignorância ou falta de repertório cultural, a grande maioria dos milhões de brasileiros que têm ido ao cinema assistirem ao filme não consegue fazer tal comparação. Por isso mesmo, é importante que ela seja feita aqui e agora e que seja explorada ao máximo por professores dos ensinos fundamental e médio, sobretudo neste momento delicado em que terreiros de candomblé de Salvador vêm sendo atacados por criminosos e/ou “demonizados” por cristãos fundamentalistas e por uma mídia igualmente ignorante (aliás, em Avatar, o povo Na’vi é também atacado e vítima de preconceitos e tem seu “terreiro” destruído por armas e ferramentas).
Para os adeptos do candomblé, a natureza é viva e, dela, fazemos parte; a ela, estamos conectados profundamente. Identificar os orixás (ou inquices ou voduns ou, como quer o sincretismo religioso, santos) de uma pessoa é reconhecer as forças da natureza às quais ela está conectada; os elementos da natureza e da vida cotidiana que constituem seu axé, a força sagrada da vida.
Exu são os caminhos e o movimento, o sangue e sêmen; Iemanjá são os mares, calmos ou bravios; Iansã são os ventos fortes e os raios, mas, também a brisa leve; Ogum é a guerra e é a paz; Omolu é a doença e a cura; Oxum é a água doce e a fertilidade; Oxóssi são as matas; e por aí vai…
Desespero semelhante ao do povo Na’vi diante da derrubada grande árvore pode ser visto em terreiros cuja gameleira de fundação morre ou tomba. A ialorixá ou babalorixá e seus filhos choram a morte da árvore que representa o tempo, o tempo do próprio terreiro. A cena em que uma na’vi ensina o avatar a sacrificar o animal que servirá de alimento de forma “limpa”, quase indolor, representa bem a maneira como animais são sacrificados em rituais do candomblé. Ao contrário do que os ignorantes e preconceituosos propagam, não há crueldade em nenhum dos sacrifícios rituais do candomblé realizados com animais. A razão do ritual é alimentar a família do terreiro, inclusive os pais e as mães ancestrais que estão na origem de tudo, os orixás. E o povo de terreiro, assim como o Na’vi, sabe agradecer à natureza pelo alimento que lhe matem vivo; ao contrário daqueles hipócritas que, embora condenem o candomblé pelo sacrifício ritual, consomem diariamente quilos de carne animal sem se perguntar sobre os métodos utilizados para o abate de bois, carneiros, bodes, aves e peixes; certamente não deve haver qualquer cuidado.
E já que o assunto é sacrifício ritual, que fique claro de uma vez por todas que nunca houve e não há em nenhuma das chamadas “religiões de matriz africana” ritual envolvendo sacrifício de vida humana, seja qual for sua faixa etária. Portanto, a imprensa tem a obrigação de não associar o estarrecedor episódio das agulhas enfiadas no menino ao candomblé ou a qualquer outra religião de matriz africana. Os rituais do candomblé não têm nada a ver com aquele crime ou com qualquer outro! Os rituais são apenas meio de reverenciar a natureza e de solicitar sua ajuda, assim como o é aquele ritual Na’vi para devolver a vida à pesquisadora interpretada por Sigourney Weaver. O candomblé não sacrifica vida humana, principalmente a vida de um erê. E ainda que a acusada de enfiar as agulhas na criança afirme ser “mãe-de-santo”, não se pode condenar o candomblé como um todo, pois, quando um médico ou um pastor ou um padre comete crimes a imprensa não condena toda medicina nem todo cristianismo.
Os modos de vida do povo Na’vi não são, portanto, frutos da imaginação criativa de James Cameron. O diretor certamente se inspirou em tratados antropológicos sobre povos que têm a natureza como algo sagrado; como uma “Grande mãe”; e, entre esses povos, estão os nossos indígenas e o povo de terreiro. Assim, aos que poluem, desmatam, profanam terreiros ou demonizam os orixás, eu deixo a melhor lição de Avatar: o que natureza deseja sempre é manter seu equilíbrio, mesmo que, para tanto, ceife algumas vidas; a gente fala, mas, a última palavra é dela!
Boa Tarde !
Olá meus amigos , desculpas pela ausência
esse final de semana foi corrido , tivemos algumas obrigações no ilê Obá Ifé
por esse motivo ficamos dois dias sem escrever , o que me deixa triste pois adoro com partilhar impressões com vocês !
na verdade ando triste pelo fato ocorrido aqui no Ilê na quarta feira passada recebemos a visita da Delegada de crimes contra os animais Drª Rosana aqui de Campinas ,por conta de uma denuncia anónima segundo a mesma de que em nossa casa praticávamos maus tratos contra animais !
todos que conhecem nosso asé sabem que isso não é verdade ,os sacrifícios feitos aos Orisás não permitem que os animais ofertados sejam de maneira nenhuma torturados ,maltratados ou coisas do género , acredito
essa denuncia ser obra da intolerância Religiosa de pseudos cristãos que tenho como vizinhos !
que chegaram ao absurdo de dizer na denuncia que sacrificávamos animais domésticos aqui !
tais como cachorros e gatos !
Deus Olodumaré sabe que isso é mentira , e sabendo que tenho a consciência tranquila deixo aqui esse desabafo , estou contente por ter o apoio dos amigos ,filhos e de todos os que sabem que
Candomblé é Amor a Natureza , Respeito pelo ser Humano , e Dignidade !
esse final de semana foi corrido , tivemos algumas obrigações no ilê Obá Ifé
por esse motivo ficamos dois dias sem escrever , o que me deixa triste pois adoro com partilhar impressões com vocês !
na verdade ando triste pelo fato ocorrido aqui no Ilê na quarta feira passada recebemos a visita da Delegada de crimes contra os animais Drª Rosana aqui de Campinas ,por conta de uma denuncia anónima segundo a mesma de que em nossa casa praticávamos maus tratos contra animais !
todos que conhecem nosso asé sabem que isso não é verdade ,os sacrifícios feitos aos Orisás não permitem que os animais ofertados sejam de maneira nenhuma torturados ,maltratados ou coisas do género , acredito
essa denuncia ser obra da intolerância Religiosa de pseudos cristãos que tenho como vizinhos !
que chegaram ao absurdo de dizer na denuncia que sacrificávamos animais domésticos aqui !
tais como cachorros e gatos !
Deus Olodumaré sabe que isso é mentira , e sabendo que tenho a consciência tranquila deixo aqui esse desabafo , estou contente por ter o apoio dos amigos ,filhos e de todos os que sabem que
Candomblé é Amor a Natureza , Respeito pelo ser Humano , e Dignidade !
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O Texto a seguir foi retirado do blog Denise e o Mundo !
Como em toda sexta-feira vou deixar aqui uma informação sobre o Orisá mais Venerável do Candomblé
o texto foi extraído de um blog muito rico em informações sobre espiritualidade em geral !
espero que aproveitem bem !
muito Asé para todos !
o texto foi extraído de um blog muito rico em informações sobre espiritualidade em geral !
espero que aproveitem bem !
muito Asé para todos !
Motumbá Babámi
Oxalá é a criação, o começo do mundo, o princípio de tudo.
O criador dos orixás, dos seres humanos, da natureza. Foi ele quem permitiu a todos os orixás escolherem seus domínios e seus filhos quando estes nascem.
O criador dos orixás, dos seres humanos, da natureza. Foi ele quem permitiu a todos os orixás escolherem seus domínios e seus filhos quando estes nascem.
Oxalá, o mais importante e elevado dos deuses iorubanos. Representa o céu, o princípio de tudo, e foi encarregado de criar o mundo.
De sua união com Iemanjá resultou o nascimento da maioria dos orixás. É o pai da brancura, da paz, da união, da fraternidade entre os povos da terra e do universo. É considerado o fim pacífico de todos os seres.
Oxalá é orixá que vai determinar o fim da vida, o fim com a certeza do dever cumprido.
Nas rodas de Candomblé, Exu inicia e Oxalá termina os Xirês.
Faz parte dos orixás denominados funfun, ( brancos).
Não gosta nem de sangue, nem de dendê.
Oxalá é alheio a toda violência, disputas, brigas, gosta de ordem, da limpeza, da pureza.
É o orixá mais velho.
As principais características deste Orixá são : calma, respeitabilidade, força de vontade, confiabilidade, nada os faz mudar de opinião ou estratégia, no entanto, aceitam as conseqüências de suas decisões
Seus filhos devem vestir branco às sextas feiras.
Sua maior festa é uma cerimônia chamada "Águas de Oxalá" que diz respeito a sua lenda dos sete anos de encarceramento, culminando com a cerimônia do "Pilão de Oxaguian".
De sua união com Iemanjá resultou o nascimento da maioria dos orixás. É o pai da brancura, da paz, da união, da fraternidade entre os povos da terra e do universo. É considerado o fim pacífico de todos os seres.
Oxalá é orixá que vai determinar o fim da vida, o fim com a certeza do dever cumprido.
Nas rodas de Candomblé, Exu inicia e Oxalá termina os Xirês.
Faz parte dos orixás denominados funfun, ( brancos).
Não gosta nem de sangue, nem de dendê.
Oxalá é alheio a toda violência, disputas, brigas, gosta de ordem, da limpeza, da pureza.
É o orixá mais velho.
As principais características deste Orixá são : calma, respeitabilidade, força de vontade, confiabilidade, nada os faz mudar de opinião ou estratégia, no entanto, aceitam as conseqüências de suas decisões
Seus filhos devem vestir branco às sextas feiras.
Sua maior festa é uma cerimônia chamada "Águas de Oxalá" que diz respeito a sua lenda dos sete anos de encarceramento, culminando com a cerimônia do "Pilão de Oxaguian".
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